terça-feira, 22 de dezembro de 2009



Acaba de ser lançado o cd Amazônica Elegância, de Enrico Di Miceli e Joãozinho Gomes. Após serem selecionados pelo Projeto Pixinguinha(FUNARTE), os compositores gravaram o álbum em parceria e mais shows em 3 cidades do Amapá. O disco conta com participações de Celso Viáfora, Nilson Chaves, grupo Voz, Trio Manari. Foi gravado no APCE(Belém) sob a direção musical de Adelbert Carneiro e Nilson Chaves. Traz lindas canções no repertório com ritmos amazônicos como batuque e marabaixo.

Se encontra à venda no site www.ladodedentro.com.br

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Ainda Depois - Leandro Dias e Marcelo Sirotheau

Quisera fosse eu
quem dera um bem assim
mas pode ser melhor
se for além do fim
Se o ultrapassar o além
se além de nãos e sins
dissermos tudo bem
zombando dos enfins
Sorrindo vão estar
as nossas ilusões
intactas no altar
confusa nos porões
tramando regressar
aos nossos corações
A vida saberá
se os desalinhos
vão nos alinhar
outra vez
O tempo sabe esperar.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Vida Despetalada
Filó Machado/Aldir Blanc

Não quero ser a pétala esquecida
Entre as paginas do nada no lar, doce lar
Entre as pálidas mãos tremulas
Da noiva que foi deixada no altar
Quero fazer um pacto de vida
Cantar como anda nossa vida
Interpretar nossa historia
Entender nossa distancia
De tanto fragor, tanta ânsia

Ver nascer fragrância
Que a taça final seja amarga
Mas que não falte elegância


01 - Quero Pouco Quero Muito (Filó / Judith de Souza)02 - Entre Nós (Filó / Ana Terra)03 - Minorias (Filó / Sergio Natureza)04 - Vida Despetalada (Filó / Aldir Blanc)05 - Terras de Minas (Filó / Judith de Souza)06 - Não Houve Nada (Filó / Sergio Natureza)07 - Baião Para o Sul (Ademir Cândido)08 - Origens (Filó / Judith de Souza) with Djavan09 - Blue Note (Filó / Fátima Guedes)10 - Vale o Escrito (Filó / Aldir Blanc)11 - Dom Bosco (Filó)

O LP foi lançado em 1983, eu ainda nem tinha nascido. Conheci por volta de 1999 através da minha prima. VIDA DESPETALADA só me lembro do meu amigo Floriano cantando, eu sempre pedia. "...que a taça final seja amarga, mas que não falte a elegância", Aldir sempre enfiando sua adaga na gente. O álbum conta com a participação de Djavan, em Origens. Djavan pra quem não lembra é parceiro de Filó na música Jogral. TERRAS DE MINAS foi da trilha de uma novela Global. MINORIAS, um samba assinado em parceria com Sérgio Natureza, bonito, "...tinha um avô que era índio, uma avó bem mulata e um irmão que era bicha, tinha uma prima sapata e uma tia beata... tudo minoria..." - vale a pena rever esse disco lindo do grande Filó Machado. O mesmo está atualmente com um projeto com Cibele Codonho revisitando a obra de Jhonny Alf.

sábado, 5 de dezembro de 2009


Um álbum pra se ouvir SEMPRE!!!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009


Hoje ao acordar lembrei de uma das valsas mais bonitas que já ouvi, e logo pensei também no disco onde ela se encontra, Acariocando de Ivan Lins. Um trabalho que recebeu ótimas críticas e traz um repertório lindo e elegante. Ivan cantando em tons baixos, suavemente, é bom de se ouvir. Têm parcerias com Paulo César Pinheiro, Aldir Blanc, D.Ivone Lara, Moska, Chico Buarque. Participação de Boca Livre, Guinga e D.Ivone. Mas voltando à valsa, se chama ANTÍDOTO, parceria de Ivan com seu filho Claudio Lins e Aldir Blanc, que foi preciso na letra. Conheci através do meu amigo e também compositor Vital Lima, logo que o disco foi lançado. Me encantei de primeira!!!


ANTÍDOTOS

Ivan lins, Cláudio Lins & Aldir Blanc

Venenos

São mais ou menos

O que os meus beijos deixam no teu corpo

Malícia, delícia

E os acenos que há no porto
A dose pinga nos lábios

Cura teus males, mas também te mata

E escreve, de leve

Em sangue o veio de um lembrete

No seio o último bilhete

Sinete de amor
Ah, não existe uma paixão

Sem raiva criminosa

Onde o dente da serpente

Fere e flora em rosa
Venenos são o remédio

Pra esse assédio em que nos condenamos

Malditos, bonitos
Antídotos que inoculamos:

Teus olhos, meus olhos

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009



SONHO DE CARAMUJO
João Bosco e Aldir Blanc
Nem menino eu era garotinho
vivia adulto sozinho
eu nunca fui aonde
eu andava em má companhia
entrava no livro que lia e fugia
Neguinho me vendo em Quixeramobim
e eu andando de elefante em Bombaim
Cumpri o astral de caramujo musical:
hoje eu gripo ou canto
não vou pro céu mas já não vivo no chão
eu moro dentro da casca do meu violão.
Um samba fruto do retorno da parceria genial de João Bosco e Aldir Blanc, após décadas sem produzir nada juntos. Pra quem não sabe, a primeira parceria depois de anos foi o tema de abertura do programa global TOMA LÁ, DÁ CÁ.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009


Voltei a ouvir o cd VOADEIRA, da Mônica Salmaso. O disco foi produzido após ganhar o Prêmio Visa.O mais impressionante é o tempo de gravação, uma semana. Tudo muito bem tocado, belos arranjos, e a Mônica dando um show nas interpretações. Confesso que Ave Maria No Morro(Herivelto Martins) é uma das melhores gravações pra mim. No repertório, Dançapé, baião lindo de Rodolfo Stroeter e Mário Gil, Senhorinha (Guinga e Paulo César Pinheiro), Silenciosa(Fátima Guedes), O Vento(Dorival Caymmi), A Violeira(Tom Jobim e Chico Buarque), e muitas outras obras lindas.
A Mônica me toca profundamente, precisa!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009


Ontem, completou 29 anos sem Angenor de Oliveira, mais conhecido como CARTOLA, autor de músicas imortais do cancioneiro brasileiro, como As Rosas Não Falam e O Mundo É Um Moinho. Sua benção, mestre!!!
"Cartola não existiu.Foi um sonho que tivemos." - Nelson Sargento
Ontem vim saber que saiu o novo trabalho do mineiro músico, cantor, arranjador e compositor Sérgio Santos. Intitulado LITORAL E INTERIOR, 4° cd pelo selo Biscoito Fino; o trabalho faz o trajeto da música saindo do mar e adentrando o sertão. Mais uma obra temática do artista que já fez o "Aboio", "Mulato", "Áfrico", "Iô Sô". O disco conta com a participação da cantora Mônica Salmaso, André Meahmari, Teco Cardoso, entre outros.No repertório há 5 letras do seu parceiro mór Paulo César Pinheiro e alguns temas instrumentais. Agora a vontade mesmo é de ouvir o cd inteiro...

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Se aproxima de meia-noite, mais um ano de vida vem às minhas costas. Vem também o momento de reflexão sobre o que foi feito durante 365 dias de vida a mais.Outra primavera pra renascer e florescer. Outro inverno, verão, outono por seguir.

Uma música da grande Sueli Costa com Vitor Martins, sempre me emociono ao reouvir a Elis cantando cheia de vida e luz.

20 ANOS BLUES
Vitor Martins e Sueli Costa

Ontem de manhã quando acordei
Olhei a vida e me espantei
Eu tenho mais de 20 anos

E eu tenho mais de mil perguntas sem respostas
Estou ligada num futuro blue

Os meus pais nas minhas costas
As raizes na marquise
Eu tenho mais de vinte muros
O sangue jorra pelos furos pelas veias de um jornal
Eu não te quero
Eu te quero mal

Essa calma que inventei, bem sei
Custou as contas que contei
Eu tenho mais de 20 anos

E eu quero as cores e os colirios
Meus delirios
Estou ligada num futuro blue

Os meus pais nas minhas costas
As raizes na marquise
Eu tenho mais de vinte muros
O sangue jorra pelos furos pelas veias de um jornal
Eu não te quero
Eu te quero mal

Ontem de manhã quando acordei
Olhei a vida e me espantei
Eu tenho mais de 20 anos
Há tempo eu não ouvia BOLERO DE SATÃ, a primeira música gravada do Guinga. Isto se deu no disco Palhaços e Reis do grupo vocal MPB-4, de meados da década de 70. No mesmo disco gravaram outra música da dupla Guinga/Paulo César Pinheiro.Os dois fizeram musicas lindas como: Saci, Passarinhadeira, Quadrão, Bolero de Satã(imortalizada na voz de Elis Regina),O Ribeirinho(nunca foi gravada), Fonte Abandonada, Senhorinha, entre tantas outas.Uma pena essa parceria não ter ido adiante.Em compensação Guinga e Paulo César continuam fazendo obras lindas com outros parceiros.

MALDIÇÃO DE RAVELGuinga e Paulo César Pinheiro

Ah, como é estranho esse amor em nós
É o inferno e o céu
Que num círculo atroz, e voraz e cruel
Fez do bolero, a maldição de Ravel
Enlouqueceu meu coração menestrel
E que se eu espero é que eu perco
Se eu perco, é que eu espero

Ah, que confuso esse amor em nós
É como um carrossel
Fascinante e veloz, traiçoeiro e fiel
Fazendo nau uma confusão de Babel
Ao unir e separar do meu, seu anel
E se eu quero, eu não tenho
E se eu tenho, eu não quero

Mero
Sentimento entre o bem e o mal
Cada qual tem o seu papel
Nessa peça imortal
Que jamais desse o véu
Hoje amanheci ouvindo um lindo choro-canção que a Fátima Guedes gravou no seu segundo álbum, no início dos anos 80. É apaixonante o disco inteiro, mas essa música tem falado mais alto entre as outras pérolas...

DOR MEDONHA - Fátima Guedes

Triste do amor que acaba do jeito que o nosso acabou
Triste do amor que termina com o mesmo mal estar
E deixa no seu rastro uma saudade sem-vergonha
Um imenso vazio, uma fome imensa e uma dor medonha
Triste do amor que teima em soluções muito definitivas
Que sensação de fracasso depois de tantas tentativas
Pra recuperar um velho entusiasmo
Que foi afundando dia menos dia
E sumiu no marasmo
O que fica pra nós disso tudo é um acordo inconformado
Nós que agimos do jeito que achamos mais civilizado
Vai saber que apesar de ja ter sido bom
Fica a impressão de muito tempo perdido
Vai saber que se a gente se vir na rua vai se sentir inibido