segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Se aproxima de meia-noite, mais um ano de vida vem às minhas costas. Vem também o momento de reflexão sobre o que foi feito durante 365 dias de vida a mais.Outra primavera pra renascer e florescer. Outro inverno, verão, outono por seguir.

Uma música da grande Sueli Costa com Vitor Martins, sempre me emociono ao reouvir a Elis cantando cheia de vida e luz.

20 ANOS BLUES
Vitor Martins e Sueli Costa

Ontem de manhã quando acordei
Olhei a vida e me espantei
Eu tenho mais de 20 anos

E eu tenho mais de mil perguntas sem respostas
Estou ligada num futuro blue

Os meus pais nas minhas costas
As raizes na marquise
Eu tenho mais de vinte muros
O sangue jorra pelos furos pelas veias de um jornal
Eu não te quero
Eu te quero mal

Essa calma que inventei, bem sei
Custou as contas que contei
Eu tenho mais de 20 anos

E eu quero as cores e os colirios
Meus delirios
Estou ligada num futuro blue

Os meus pais nas minhas costas
As raizes na marquise
Eu tenho mais de vinte muros
O sangue jorra pelos furos pelas veias de um jornal
Eu não te quero
Eu te quero mal

Ontem de manhã quando acordei
Olhei a vida e me espantei
Eu tenho mais de 20 anos
Há tempo eu não ouvia BOLERO DE SATÃ, a primeira música gravada do Guinga. Isto se deu no disco Palhaços e Reis do grupo vocal MPB-4, de meados da década de 70. No mesmo disco gravaram outra música da dupla Guinga/Paulo César Pinheiro.Os dois fizeram musicas lindas como: Saci, Passarinhadeira, Quadrão, Bolero de Satã(imortalizada na voz de Elis Regina),O Ribeirinho(nunca foi gravada), Fonte Abandonada, Senhorinha, entre tantas outas.Uma pena essa parceria não ter ido adiante.Em compensação Guinga e Paulo César continuam fazendo obras lindas com outros parceiros.

MALDIÇÃO DE RAVELGuinga e Paulo César Pinheiro

Ah, como é estranho esse amor em nós
É o inferno e o céu
Que num círculo atroz, e voraz e cruel
Fez do bolero, a maldição de Ravel
Enlouqueceu meu coração menestrel
E que se eu espero é que eu perco
Se eu perco, é que eu espero

Ah, que confuso esse amor em nós
É como um carrossel
Fascinante e veloz, traiçoeiro e fiel
Fazendo nau uma confusão de Babel
Ao unir e separar do meu, seu anel
E se eu quero, eu não tenho
E se eu tenho, eu não quero

Mero
Sentimento entre o bem e o mal
Cada qual tem o seu papel
Nessa peça imortal
Que jamais desse o véu
Hoje amanheci ouvindo um lindo choro-canção que a Fátima Guedes gravou no seu segundo álbum, no início dos anos 80. É apaixonante o disco inteiro, mas essa música tem falado mais alto entre as outras pérolas...

DOR MEDONHA - Fátima Guedes

Triste do amor que acaba do jeito que o nosso acabou
Triste do amor que termina com o mesmo mal estar
E deixa no seu rastro uma saudade sem-vergonha
Um imenso vazio, uma fome imensa e uma dor medonha
Triste do amor que teima em soluções muito definitivas
Que sensação de fracasso depois de tantas tentativas
Pra recuperar um velho entusiasmo
Que foi afundando dia menos dia
E sumiu no marasmo
O que fica pra nós disso tudo é um acordo inconformado
Nós que agimos do jeito que achamos mais civilizado
Vai saber que apesar de ja ter sido bom
Fica a impressão de muito tempo perdido
Vai saber que se a gente se vir na rua vai se sentir inibido